Para sustentar sua missão e oferecer serviços essenciais aos beneficiários, organizações sociais dependem cada vez mais de uma gestão financeira eficiente. É esse o tema do curso gratuito “Conceitos Básicos da Educação Financeira”, ministrado pelo mestre em Ciências Contábeis e professor universitário Mateus Rocha, disponível na plataforma Escola Aberta do Terceiro Setor (EAT). Criada para promover a filantropia e a profissionalização de organizações da sociedade civil no Brasil, a EAT oferece formação gratuita para gestores, colaboradores e voluntários do setor.
Planejamento como ponto de partida
Para Rocha, o primeiro passo de uma gestão financeira saudável é a elaboração de orçamento. “É o processo de planejar e alocar recursos financeiros: a organização precisa estimar receitas de subsídios, doações e outras fontes, e distribuir os fundos entre programas, atividades e custos operacionais”, explica. Segundo ele, esse planejamento anual é o que permite às ONGs monitorar receitas e despesas ao longo do ano com mais previsibilidade.
Prestação de contas e controle interno
O curso também aborda a importância de manter registros financeiros precisos — demonstrações de resultados, balanços patrimoniais e fluxo de caixa — como ferramenta para acompanhar o desempenho da organização e cumprir exigências legais. Rocha chama atenção para dois pontos que costumam andar juntos: a gestão de subsídios e recursos, que exige entender os termos de cada repasse e comprovar seu uso correto; e os controles internos, responsáveis por proteger os ativos da organização e prevenir fraude ou uso indevido de recursos. “Segregação de funções, processos de aprovação financeira e auditorias internas regulares ajudam a identificar riscos antes que eles se tornem problemas”, afirma.
Relação com doadores e sustentabilidade de longo prazo
Segundo o professor, comunicação transparente e relatórios financeiros precisos são o que sustenta parcerias duradouras com doadores. “Reconhecer contribuições, manter os doadores informados sobre o progresso da organização e demonstrar impacto são partes essenciais desse relacionamento”, diz. Para ele, esse conjunto de boas práticas – planejamento, controle interno e relacionamento com doadores – é o que permite às ONGs diversificar fontes de financiamento, criar reservas e alcançar sustentabilidade financeira no longo prazo.
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(Redação ONG News)