O acesso gratuito a ferramentas avançadas de inteligência artificial e a formação de jovens para desenvolver soluções tecnológicas voltadas a problemas socioambientais estão no centro do Autonom.IA, programa lançado pelo Instituto Oyá e pela SOMAS. A iniciativa oferecerá 30 vagas para estudantes de 14 a 18 anos da rede pública de ensino e bolsistas integrais de escolas particulares da região metropolitana de São Paulo. As inscrições ficam abertas até 4 de outubro.
Com duração de seis meses, o programa busca democratizar o acesso à inteligência artificial e reduzir as desigualdades no uso de tecnologias avançadas. Os participantes terão licenças individuais de plataformas como Google Gemini Pro e Claude, além de formação gratuita sobre aplicação, ética e segurança no uso da IA.
A proposta vai além do letramento digital. Ao longo da formação, os estudantes serão incentivados a identificar desafios socioambientais em suas comunidades e desenvolver projetos autorais que apresentem soluções tecnológicas para essas questões.
A formação será estruturada em quatro eixos: governança e segurança de dados, inteligência artificial aplicada à resolução de problemas complexos, engenharia de prompts e letramento ético, com atenção aos vieses algorítmicos. A metodologia combina encontros presenciais, módulos virtuais síncronos com especialistas, atividades assíncronas, materiais didáticos e suporte contínuo.
A aula inaugural está prevista para 17 de outubro, no hub 42 | São Paulo, localizado na Vila Madalena, na capital paulista. O encerramento também será presencial, enquanto os demais módulos ocorrerão virtualmente. Para acompanhar as atividades, os participantes precisam ter acesso a um notebook ou tablet próprio.
O processo seletivo seguirá critérios socioeconômicos e buscará garantir diversidade entre os selecionados, com prioridade para a paridade de gênero, a diversidade étnico-racial e a representatividade territorial.
Segundo Kamila Camilo, diretora executiva do Instituto Oyá, a iniciativa pretende ampliar o acesso à tecnologia e colocar os jovens no centro da criação de soluções para os desafios de seus territórios. A organização atua na promoção da justiça climática, da educação ambiental e da inovação social.
A SOMAS, por sua vez, contribui com sua experiência na democratização do conhecimento tecnológico. Para Camila Achutti, conselheira do Instituto Oyá e cofundadora da SOMAS, a combinação entre autonomia, pensamento crítico e conhecimento técnico é fundamental para que os estudantes compreendam as vulnerabilidades de suas comunidades e desenvolvam soluções de impacto.
O Autonom.IA também prevê a expansão para o Rio de Janeiro ainda em 2026. A iniciativa pretende ampliar as oportunidades de formação tecnológica para jovens e estimular o uso da inteligência artificial na busca por respostas a problemas sociais e ambientais.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site autonomia.community, até 4 de outubro.
(Redação ONG News)