ONGs ampliam ações de cuidado emocional durante o Janeiro Branco

Organizações da sociedade civil promovem informação, acolhimento e prevenção ao sofrimento psíquico em diferentes regiões do país
Imagem Canva

O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, movimento que chama a atenção para a importância da saúde mental e do cuidado com as emoções. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Janeiro Branco, responsável por articular ações de mobilização social, produção de materiais educativos e incentivo ao diálogo sobre o tema em todo o país.

Nesse período, diversas organizações da sociedade civil intensificam suas atividades voltadas à promoção do bem-estar psicológico, com ações que envolvem atendimento, conscientização e formação de redes de apoio. Entre elas está o Instituto Cactus, que desenvolve projetos baseados em dados e pesquisas sobre saúde mental, além de iniciativas de comunicação voltadas à prevenção e à ampliação do acesso à informação qualificada.

Também atuam na pauta o Projeto Cuca Legal, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que trabalha a educação emocional em escolas por meio de metodologias baseadas em evidências científicas, e o Instituto Borboleta Azul, que oferece atendimento psicológico gratuito para jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Outra organização que incorpora a saúde mental em suas ações é o Grupo Mulheres do Brasil, que, por meio da campanha “Saúde-se”, aborda o cuidado emocional como parte da promoção do bem-estar integral e da autonomia feminina.

As iniciativas desenvolvidas por essas entidades incluem rodas de conversa, palestras educativas, oficinas terapêuticas, campanhas digitais e serviços de atendimento psicológico acessível. Além de atuar diretamente junto à população, as organizações investem na produção de conteúdos informativos para combater o estigma em torno do sofrimento psíquico e estimular a busca por ajuda especializada.

Especialistas do setor avaliam que a atuação das ONGs é estratégica para complementar a rede pública de saúde, sobretudo em territórios onde há escassez de serviços especializados. Por estarem próximas das comunidades, essas organizações conseguem identificar demandas locais e oferecer respostas mais adequadas às realidades sociais em que atuam.

A mobilização do Janeiro Branco reforça que o cuidado com a saúde mental deve ser um compromisso contínuo, que vai além de ações pontuais. Nesse contexto, o trabalho desenvolvido pelas organizações da sociedade civil contribui para consolidar uma cultura de atenção ao bem-estar emocional como parte fundamental da qualidade de vida e da garantia de direitos.

(Redação ONG News)

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