A ONG Xingu+Catu iniciou uma ação no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso, para ampliar o rastreamento e a detecção precoce do câncer de colo do útero entre mulheres indígenas de diferentes etnias. Em parceria com a Dasa, a organização passou a oferecer o exame de DNA do HPV por autocoleta, método que facilita o acesso ao diagnóstico e respeita as especificidades culturais das comunidades.
A iniciativa busca reduzir desigualdades no cuidado com a saúde feminina e ampliar a adesão ao rastreamento da doença, considerada um dos principais tipos de câncer entre mulheres no Brasil. Até o momento, 465 amostras já foram coletadas, com média de idade de 38 anos entre as participantes.
A equipe médica da Xingu+Catu é responsável pela orientação das mulheres sobre o processo de autocoleta e pela coleta das amostras nas aldeias. Os exames são processados pela Dasa, que realiza a análise laboratorial e devolve os resultados às comunidades sem custo. Em casos de alterações, a ONG garante o encaminhamento para diagnóstico complementar e tratamento médico.
De acordo com a Xingu+Catu, a expectativa é ampliar a cobertura do rastreamento e contribuir para a eliminação do câncer de colo do útero na região a médio prazo, por meio de uma estratégia que inclui vacinação contra o HPV, educação em saúde e fortalecimento das lideranças femininas indígenas.
O câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais comum entre mulheres no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, e está diretamente relacionado à infecção persistente pelo vírus HPV. A doença é considerada prevenível e tem metas globais de eliminação como problema de saúde pública até 2030, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
(Redação ONG News)