Acontece nos dias 16 e 17 de abril, a 2ª edição da Mostra Artística Periférica (MAP), evento gratuito que apresenta ao público os trabalhos desenvolvidos por artistas participantes do Programa de Residências Artísticas Periféricas. A iniciativa integra o projeto Formações Artísticas Periféricas, realizado pelo Instituto Arte na Escola e tem como objetivo fomentar a produção artística nas periferias, ampliando o acesso à arte, cultura e processos formativos na Zona Sul de São Paulo, e acontece na Fundação Julita (Rua Nova do Tuparoquera, 248 – Jardim São Luís, São Paulo – SP, 05820-200).
A Mostra apresenta os resultados de um processo de residência artística que oferece espaço, acompanhamento e condições para que artistas desenvolvam suas pesquisas a partir de seus territórios. Neste segundo ciclo, três novos artistas selecionados na convocatória, participaram, desde janeiro de 2026, de um percurso formativo que possibilitou trocas, experimentações e aprofundamento de suas práticas artísticas.
“A ideia de fazer essa mostra é apoiar a cultura produzida pela periferia e levar essa potência e criatividade para que mais pessoas possam conhecer, nas escolas, nos equipamentos culturais e demais espaços. Iniciativas como a Mostra Artística Periférica reforçam o compromisso de promover a arte como ferramenta de formação, cidadania e transformação social, valorizando as múltiplas vozes e narrativas que constroem a cultura brasileira”, afirma Claudio Anjos, presidente do Instituto Arte na Escola.
Entre o time de residentes está o coletivo Nós D’água Companhia de Dança. A Cia se debruça em pensamentos estéticos culturais negras e apresentará um trabalho de performance artística nos dois dias de encontro.
“Nessa ocasião das formações artísticas periféricas, temos desenvolvido nosso primeiro espetáculo de dança partindo do nosso intercâmbio cultural nos EUA que elabora sobre a produção de felicidade nas festas negras sobretudo na cultura House”, conta artistas da dança Gisoul. “Esperamos que as pessoas se sintam refletidas ou não a partir das suas experiências e reflitam sobre a festividade negra como um espaço de produção de tecnologia, conhecimento, estratégia de sobrevivência, organização comunitária e sobretudo felicidade”, completou.
Eunico Eunice também apresentará um trabalho exclusivo. O artista, transmasculino, destaca a importância de iniciativas voltadas às periferias. “Já que o mercado da arte nos exclui e coloca em comparações irreais o tempo todo, as instituições precisam aprender a lidar com os nossos corpos fora desses discursos academicistas e excludentes. Estar nessa residência tem sido uma troca – enquanto a instituição aprende a lidar com nossos corpos, nós aprendemos a hackear esse mercado”, afirma.
A artista multidisciplinar e designer Sabres apresenta trabalhos que transitam entre pintura em diferentes suportes, pintura digital e gravura, explorando narrativas ligadas à identidade, memória e território. “A residência me permitiu maturar e canalizar de forma objetiva minha pesquisa, além de possibilitar ferramentas essenciais para a experimentação em conexão com o meu território”, explica.
Sobre o processo criativo, Sabres destaca os desafios e aprendizados vividos durante a residência. “O maior desafio tem sido conter o entusiasmo diante das descobertas da pesquisa, que abre muitos caminhos possíveis. Em contrapartida, a maior conquista foi conseguir organizar meus processos com mais consciência, identificando fragilidades e traçando estratégias para superá-las”, avalia. Para a artista, a Mostra também cumpre um papel formativo junto ao público. “Espero que minhas obras despertem reflexões sobre a preservação da memória do território e sobre a importância de um olhar atento para a natureza nos contextos urbanos periféricos”, conclui.
Além das exposições, a programação da Mostra inclui visitas guiadas, oficinas e apresentações musicais, reunindo artistas e convidados que atuam na Zona Sul de São Paulo. No primeiro dia, a cantora e compositora AYOFEMII apresenta um pocket show que mistura trap, pop, R&B e funk, com forte presença cênica e temática voltada à liberdade feminina. Já no segundo dia, o encerramento fica por conta do MC, compositor e educador MARABU, que traz ao palco reflexões sobre identidade e cultura das periferias.
A programação conta ainda com oficinas de maracatu, atividades de pintura, apresentações da Nós D’Água Cia de Dança, além de sets com DJs convidados. As atividades foram pensadas para públicos de diferentes idades, incluindo crianças, jovens e famílias, fortalecendo o vínculo entre produção artística e comunidade local.
A Mostra Artística Periférica compõe o projeto Formações Artísticas Periféricas, realizado pelo Instituto Arte na Escola, com apoio institucional da Fundação Julita, patrocínio da VR, Cyrela e Instituto Cyrela, por meio do PROMAC – Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e do Governo do Estado de São Paulo.
Programação resumida
Quinta-feira (16)
14h – Maracatu – Raízes da Quebrada
14h15 – Abertura institucional
15h30 – Visita guiada aos trabalhos dos artistas
16h – Performance: Nós D’Água Cia de Dança
16h40 – DJ Karinhoza e Rodrigo
19h – Pocket show: AYOFEMII
Sexta-feira (17)
14h – Maracatu – Raízes da Quebrada
14h15 – Abertura institucional
15h30 – Visita guiada aos trabalhos dos artistas
16h – Performance: Nós D’Água Cia de Dança
16h40 – Pocket show: MARABU
18h – Encerramento
Sobre o Instituto Arte na Escola
O Instituto Arte na Escola (IAE) é uma associação civil sem fins lucrativos, que desde 1989, qualifica, incentiva e valoriza a arte brasileira contemporânea em contextos formativos, com a intenção de que públicos diversos se aproximem do patrimônio cultural do nosso país. Em 2025, o Instituto atendeu cerca de 11 mil arte-educadores. Estima-se que mais de 50 milhões de estudantes já foram impactados pelas atividades de formação oferecidas.
O Instituto articula a Rede Arte na Escola, que por meio de convênios com universidades, instituições de ensino e de cultura conecta artistas, arte-educadores e interessados no estudo da arte e da cultura. Além de difundir o método rizomático, tecnologia de ensino autoral, e os materiais educativos produzidos pelo Instituto. Hoje a Rede Arte na Escola está presente em 04 regiões do Brasil.
(Assessoria de Imprensa)