Mapa reúne organizações de mulheres indígenas no Brasil

A iniciativa catalogou mais de 240 coletivos, organizações e associações de mulheres indígenas, que estão presentes em todos os biomas e estados brasileiros
A 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, em Brasília, com o tema “Mulheres Guardiãs do Planeta pela cura da Terra”. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com o objetivo de dar mais visibilidade e ampliar a luta por direitos, a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e o Instituto Socioambiental (ISA) se uniram para construir uma versão digital do “Mapa Interativo das Organizações das Mulheres Indígenas no Brasil”. 

“O espaço simboliza uma melhoria para a luta das mulheres indígenas, pois a gente pode saber onde as mulheres estão, o que elas precisam para a criação das políticas públicas”, destaca Samela Sateré Mawé, Mulher Terra da Anmiga. “A gente tem construído cada vez mais ações voltadas para as mulheres indígenas, temos ocupado cada vez mais espaços de poder e de tomada de decisão. Mas a gente também precisa fortalecer nossas bases”, completa.

O mapa foi lançado durante a IV Marcha das Mulheres Indígenas, que aconteceu entre os dias 02 e 08 de agosto, em Brasília (DF), e marca um episódio histórico para a luta das mulheres indígenas. Em uma plataforma interativa e dinâmica, é possível localizar mais de 240 iniciativas por região, acompanhadas de informações como site e redes sociais de cada organização.  A plataforma também permite que novas organizações se cadastrem. Acesse o mapa aqui.

“Essa versão interativa tem ao menos duas vantagens: pode ser consultada por qualquer pessoa com acesso à internet e será periodicamente atualizada pelas próprias mulheres indígenas”, diz Luma Ribeiro Prado, pesquisadora e articuladora no ISA.

Quando questionadas sobre a ampliação de novas possibilidades futuras de financiamentos geradas através do mapa, Samela e Luma demonstraram expectativas positivas. “A iniciativa pode trazer melhorias, porque [os financiadores] podem ter acesso ao mapa e saber quais as organizações e associações de mulheres indígenas que trabalham com determinados assuntos”, opinou Samela Sateré Mawé. Visão partilhada por Luma Ribeiro Prado que vê no mapa um potencial “portfólio para apoiadores”. “[O mapa atua] como  um direcionador estratégico à construção de parcerias entre as organizações, ao planejamento de oportunidades conjuntas e ao aporte de recursos financeiros por parte de instituições de fomento”, conclui. 

Fonte: GIFE

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