A Cruz Vermelha São Paulo uniu forças com o São Paulo Futebol Clube para dar mais visibilidade à 18ª edição da Campanha do Agasalho. Antes da partida contra o Club Athletico Paranaense, no dia 22 de julho, em Bragança Paulista, os jogadores titulares do Tricolor depositaram seus próprios agasalhos em uma caixa de coleta da entidade posicionada no gramado do Estádio Municipal Cícero de Souza Marques — um gesto simbólico para chamar a atenção da torcida para a campanha.
A ação em campo é parte de uma mobilização mais ampla: o São Paulo também disponibilizou as 17 unidades das lojas SAO STORE, espalhadas pela região metropolitana, como pontos de arrecadação de roupas e itens de inverno.
Para Andre Braz, coordenador do departamento de Doações da Cruz Vermelha São Paulo, a parceria amplia o alcance da campanha justamente pelo poder de mobilização do futebol. Segundo ele, cada peça doada representa cuidado e dignidade para quem mais precisa: “cada agasalho doado representa cuidado, proteção e dignidade para quem mais precisa”.
A campanha, batizada este ano com o lema “Aqueça uma vida. Doe agasalhos!”, segue até 31 de agosto e busca arrecadar cobertores, calçados e outros itens de inverno para mais de 130 organizações da sociedade civil apoiadas pela Cruz Vermelha, além de atendimentos diretos à população em situação de rua. A entidade cita dados do CadÚnico segundo os quais o número de pessoas em situação de rua na capital paulista saltou de 3.842, em 2012, para 109.981 em 2025 – cenário que, segundo a Cruz Vermelha, reforça a urgência da ação neste ano.
Realizada desde 2009, a Campanha do Agasalho é uma das ações permanentes da Cruz Vermelha São Paulo voltadas à ajuda humanitária durante o inverno. As doações podem ser feitas presencialmente na sede da entidade, na Avenida Moreira Guimarães, 699, em Indianópolis (de segunda a sexta, das 7h às 20h, e aos sábados, das 7h às 14h), nas lojas SAO STORE ou por meio de contribuição financeira pelo site aquecesp.org.br. A instituição pede que não sejam doadas roupas íntimas, peças rasgadas, molhadas ou mofadas, uniformes escolares ou corporativos e itens com mensagens ofensivas ou referências a drogas, armas ou política.
(Redação ONG News)