O caso do cão conhecido como “Orelha”, vítima de maus-tratos, voltou a colocar a violência contra animais no centro do debate público. A repercussão do episódio, amplamente compartilhado nas redes sociais, estimulou denúncias, mobilizações e posicionamentos de organizações da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos dos animais.
Para organizações da área, a visibilidade de casos emblemáticos contribui para romper a naturalização da crueldade e pressionar por responsabilização. A exposição pública costuma provocar aumento nas denúncias e na busca por resgates, revelando tanto a gravidade do problema quanto a importância da informação para fortalecer a fiscalização e a aplicação da lei.
No Brasil, diversas organizações desenvolvem ações permanentes de resgate, acolhimento e advocacy em defesa dos animais. Entre elas está a World Animal Protection Brasil, que atua em campanhas de conscientização e na incidência por políticas públicas de bem-estar animal. O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal reúne instituições e ativistas em torno de pautas legislativas e educativas voltadas à proteção animal.
Também se destaca o Instituto Luisa Mell, conhecido por operações de resgate e acolhimento de animais em situação de risco, além da Ampara Animal, que apoia protetores independentes e promove campanhas de adoção responsável. Já a PETA Brasil atua principalmente na sensibilização da sociedade sobre os direitos dos animais e práticas livres de crueldade.
Especialistas e ativistas afirmam que episódios como o do cão Orelha evidenciam a necessidade de fortalecer os canais de denúncia, ampliar a estrutura de atendimento dos órgãos públicos e assegurar que a legislação seja cumprida. A Lei de Crimes Ambientais prevê punição para maus-tratos, mas sua efetividade ainda depende da articulação entre poder público e sociedade civil.
A repercussão do caso do cão Orelha reforça que a proteção animal não depende apenas de leis, mas também do engajamento social contínuo. Ao denunciar, apoiar organizações e adotar práticas de guarda responsável, a população contribui para criar um ambiente menos tolerante à violência e mais atento ao sofrimento animal. Para as ONGs, cada caso que ganha visibilidade é também uma oportunidade de ampliar a conscientização e transformar indignação em políticas, educação e cuidado permanente.
(Redação ONG News)