O Red Bull Bragantino, time de futebol brasileiro, anunciou que irá destinar 50% do salário do zagueiro Gustavo Marques à ONG Rendar, instituição que atua no acolhimento e fortalecimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. A medida foi adotada após declarações do atleta consideradas machistas contra a árbitra Daiane Muniz, ao comentar a arbitragem de partida válida pelo Campeonato Paulista.
Além da reversão do valor, o clube informou o afastamento do jogador da próxima partida. Em posicionamento oficial, o Bragantino afirmou repudiar qualquer manifestação de caráter discriminatório e reforçou o compromisso institucional com o respeito, a diversidade e a equidade no esporte.
ONG atua com mulheres em situação de violência
Com sede em Bragança Paulista (SP), a ONG Rendar desenvolve projetos voltados a mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente vítimas de violência doméstica. A instituição oferece oficinas de capacitação profissional, atividades de geração de renda, acompanhamento psicossocial e rodas de conversa, com foco na autonomia financeira e no fortalecimento emocional das participantes.
A organização também promove iniciativas de arteterapia e projetos comunitários que buscam reconstruir vínculos e ampliar oportunidades para mulheres atendidas. O recurso proveniente da multa deverá ser incorporado às ações já desenvolvidas pela organização.
Caso amplia debate sobre igualdade de gênero no futebol
As declarações do jogador geraram repercussão negativa e reacenderam discussões sobre a presença feminina na arbitragem e em outras funções de liderança no futebol. Ao direcionar o valor da penalidade a uma organização que atua diretamente no enfrentamento à violência de gênero, o clube associa a punição disciplinar a uma ação de impacto social.
Com isso, a ONG Rendar passa a ocupar papel central no desdobramento do episódio, recebendo recursos que poderão fortalecer seu trabalho no município e ampliar o alcance de suas iniciativas voltadas às mulheres.
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(Redação ONG News)